A minha prática profissional e pessoal atendendo e convivendo com vegetarianos me mostrou que a abordagem comportamental tem (muito!) a acrescentar no atendimento do paciente vegetariano.
Sabemos que existem nutrientes que precisam de mais atenção, como proteínas, ferro, cálcio, zinco, entre outros. Por isso, um planejamento alimentar mais diretivo pode ser uma possibilidade para que se atinjam as necessidades nutricionais na alimentação vegetal.
Se você quer saber mais sobre esses pontos e como ter uma alimentação vegetal mais equilibrada, com o olhar da abordagem comportamental, clique aqui para ter acesso ao E-book de alimentação vegetariana.
Mas o cuidado completo não pode se basear apenas nisso, afinal, o paciente vegetariano também pode ter questões comportamentais que interferem na sua alimentação. Quer saber mais?
Exemplos de situações em que o paciente vegetariano pode se beneficiar da Nutrição Comportamental
Cobrança por uma alimentação perfeita
Muitos de meus pacientes vegetarianos iniciam o acompanhamento relatando que sentem culpa ao comer algo fora do planejado ou que não consideram saudável. Essa inflexibilidade pode afetar a saúde mental, já que está constantemente se exigindo uma alimentação “ideal”, além de atrapalhar o convívio social, já que evitam eventos sociais e estar com pessoas importantes para se sentirem mais no controle da alimentação.
Nesses casos, a abordagem comportamental auxilia a desconstruir a ideia “8 ou 80”, considerando contexto, frequência e quantidade de consumo de determinados alimentos, além de ajudar a se organizar para incluir os alimentos menos nutritivos de forma mais consciente.
Comer mesmo sem fome
Isso é algo bastante comum para diversas pessoas e também pode acontecer com o paciente vegetariano. Muitas vezes, existe a dificuldade em reconhecer e respeitar os sinais de fome, além de não saber o momento de parar de comer (saciação).
Além da desconexão dos sinais físicos, também podem acontecer outros problemas como comer frequentemente por razões emocionais (tédio, ansiedade, cansaço, tristeza…) ou por disponibilidade (sabe quando a comida tá em cima da mesa e você pega sem nem pensar muito sobre isso?).
Por isso, muitas vezes acontece a ingestão excessiva de alimentos, podendo levar ao desbalanço nutricional e, consequentemente, ao ganho de peso.
Dificuldades no convívio social
Além disso, é comum que se sintam desconfortáveis em eventos sociais em que precisem levar a própria comida ou pedir por adaptações nos estabelecimento, ou ainda com familiares ou amigos que não respeitam a escolha pela alimentação vegetariana.
Nesses casos, a abordagem comportamental pode ser muito útil para criar uma comunicação mais assertiva e soluções adaptadas ao contexto e situações comuns vividas pelo paciente, com muita escuta e acolhimento.
Então, se você é vegetariano e já deixou de comer algo que queria muito por ter pouca proteína, precisa trabalhar os motivos e a forma como come ou tem dificuldades para lidar com a parte social e isso interfere na sua alimentação: a abordagem comportamental pode te ajudar muito!
Entre em contato para dar o primeiro passo no cuidado da sua alimentação além dos nutrientes!

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